Peregrinando pela internet acabei caindo em uma postagem do blog Caixa de Gibis comentando sobre a programação do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos, realizado entre os dias 11 e 15 de novembro em Belo Horizonte). Num resumo, a postagem tratou basicamente de falar sobre o FIQ e seu conteúdo completamente de esquerda, com o objetivo de doutrinar seus visitantes e mimimi... Até ai "tudo bem", mais um blog "de direita" com o foco em cagar regras. O que me chamou a atenção de fato foi frase "Ideologias políticas contaminaram os quadrinhos". Isso significa que o quadrinho "puro" não apresenta nenhuma ideologia ou ponto de vista?
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| Os horários com atividades manipuladoras e que lavam sua mente. |
Qual o objetivo dos quadrinhos?
Scott McCloud nos apresenta os quadrinhos como: "Imagens pictóricas e outras justapostas em sequencia deliberada destinadas a transmitir informações e/ou a produzir uma resposta no espectador", ou podemos simplesmente usar o termo "Arte Sequencial" empregado por Will Eisner [1].
De forma geral, a Arte Sequencial é um veículo utilizado para expressar opiniões e pontos de vista. Não precisamos ir muito longe para se perceber a grande variedade de temas abordados nessa mídia. Encontramos obras biográficas como Maus (1980), escrita por Art Spielgelman e abordando temas delicados como o Holocausto, até obras que servem simplesmente para o divertimento do público em geral mostrando violência gratuita sem um enredo muito elaborado.
Não cabe a ninguém decidir o que pode ou não ser o tema de uma obra em quadrinhos, tal qual não se pode decidir o conteúdo da mídia escrita, podendo ser utilizada para produzir um livro sobre as melhores maneiras de se observar a tinta secar na parede, ou para escrever um blog com tanta merda que invejaria qualquer diarreia cabulosa.
Sim, essa foi uma postagem mimizenta sobre outra postagem mimizenta.
De forma geral, a Arte Sequencial é um veículo utilizado para expressar opiniões e pontos de vista. Não precisamos ir muito longe para se perceber a grande variedade de temas abordados nessa mídia. Encontramos obras biográficas como Maus (1980), escrita por Art Spielgelman e abordando temas delicados como o Holocausto, até obras que servem simplesmente para o divertimento do público em geral mostrando violência gratuita sem um enredo muito elaborado.
Não cabe a ninguém decidir o que pode ou não ser o tema de uma obra em quadrinhos, tal qual não se pode decidir o conteúdo da mídia escrita, podendo ser utilizada para produzir um livro sobre as melhores maneiras de se observar a tinta secar na parede, ou para escrever um blog com tanta merda que invejaria qualquer diarreia cabulosa.
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Referências
[1] McCloud, S. Desvendando os Quadrinhos. 1995. 215 p.




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