A culpa é da fome

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Estou de volta galera, na verdade nunca fui embora, apenas estava correndo atrás do prejuízo  mentira!

Me encontrava em apuros por conta das provas e trabalhos de final de bimestre e uma pequenininha crise existencial que, não me deixou ler nenhum livro até o final, então fiquei com uma "paleta" de opções para postagens ralinha, ralinha... e o tédio foi tomando conta de mim nos poucos momentos livres que tive e resolvi apelar.... vir aqui desabafar sobre o meu lado nerd-sentimental, mostrar alguns poemas, canções e provas.... não, as provas não! Mas acreditem, os professores são maldosos - juro, eles fazem o trabalho deles, no tempo deles e não se importam se você tem mais 5 trabalhos ou provas para o mesmo dia, e é uma pessoa mega ocupada como  eu (tá, só por que trabalho).

Eu poderia ter escrito sobre amorzinho, coisas sobrenaturais, a briga que sempre acontece em casa (em qualquer casa) quando não quero sair da cama pra lavar a louça (ainda mais no frio) ou quando não quero dobrar meu cobertor, meus vizinhos curiosos e charlatões, o troco do pão que esqueci de pegar antes de sair chispada da padaria e quem sabe falar como foram os últimos shows ou filmes que fui assistir, meter o pau em alguns partidos políticos e, seres humanos ou bonecos infláveis, mas não! Eu não soube utilizar meu horário de almoço (geralmente escrevo neste horário) e, a culpa é da fome!:(  (emoticon triste)

Lembrei dum cara que saiu de uma imagem do facebook e me deu um tapa na cara, disse que meu tédio existencial e falta de concentração em algum livro é disculpinha e... a minha falta de tempo é chantagem para ganhar a sobremesa.... sendo assim, vos apresento o sr. Saramago que me fez começar este artigo mais sem noção (que corre o risco de ser excluído) e selecionar algumas das minhas divagações atemporais (já que não tive tempo) das últimas semanas.



Poema:

Entre muitos

Sou quem sou.

Inconcebível acaso
como todos os acasos.

Fossem outros
os meus antepassados
e de outro ninho
eu voaria
ou de sob outro tronco
coberta de escamas eu rastejaria.

No guarda-roupa da natureza
há trajes de sobra.
O traje da aranha, da gaivota, do rato do campo.
Cada um cai como uma luva
e é usado sem reclamar
até se gastar.

Eu também não tive escolha
mas não me queixo.
Poderia ter sido alguém
muito menos individual.
Alguém do formigueiro, do cardume, zunindo no enxame,
uma fatia de paisagem fustigada pelo vento.

Alguém muito menos feliz,
criado para uso da pele,
para a mesa da festa,
algo que nada debaixo da lente.

Uma árvore presa à terra
da qual se aproxima o fogo.

Uma palha esmagada
pela marcha de inconcebíveis eventos.

Um sujeito com uma negra sina
que para os outros se ilumina.

E se eu despertasse nas pessoas o medo,
ou só aversão,
ou só pena?

Se eu não tivesse nascido
na tribo adequada
e diante de mim se fechassem os caminhos?

A sorte até agora
me tem sido favorável.

Poderia não me ser dada
a lembrança dos bons momentos.

Poderia me ser tirada
a propensão para comparações.

Poderia ser eu mesma – mas sem o espanto,
e isso significaria
alguém totalmente diferente.


(SZYMBORSKA,Wisława. Poemas. Trad. de Regina Prazybycien. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p.p. 100,101,102).


Música:

Temples, uma banda inglesa com músicas mega psicodélicas e indie rock, formada em 2012, e que me chamou atenção por não ser aquela simples bandinha com um "sonzinho agradável", eles lembram Tame Impala e são fãs do Jhonny Marr (ex- guitarrista do The Smiths) e Noel Gallagher (ex guitarrista e vocalista do Oasis). Falando sério, os caras realmente mandam um "psicodélicão surreal" de deslocar sua mente de qualquer coisa que está fazendo e embarcar nessa viagem. Confiram:



Filme:

The Senhora Runner - (2015)

Filme sem sinopse e sem legenda, (também por que não precisa), é um filme multi-utilitário e autoexplicativo onde, a atriz principal "Senhora" utiliza de sua "agilidade" para deixar bem claro do que se trata o filme.


                                                                    (imagem da página do facebook Sky FM)


Enfim galerê, hoje é quarta, dia de feijuca (o que não significa nada, por que não gosto muito), entrega do Nobel de Química (o que não me interessa quase nada) e também é Dia Nacional do Compositor Brasileiro (uaal, até que enfim algo neste dia para eu achar que hoje é um dia bacaninha), então vou ser "chatona" e colocar uma música do cantor e compositor Chico César, na voz da Maria Bethânia (por que eu adoro os dois), e boa tarde a nóz tudo! Até a próxima enrolação ;)








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